Notícia: Alienação mental e patologia social podem explicar tragédia familiar em SP

Alienação mental e patologia social podem explicar tragédia familiar em SP



A fartura de evidências apontando que a chacina de Brasilândia, na Zona Norte da capital paulista, pode ser um caso de quadruplo homicídio seguido de suicídio não evitou a ressurreição das teorias conspiratórias. “Queima de arquivo” e “retaliação” do crime organizado são as suspeitas mais frequentes levantadas nos comentários postados por internautas nas redes sociais sobre autoria e motivação da tragédia que chocou o País.

Embora ainda seja cedo para conclusões, entender o caso é tarefa para especialista: “Esse crime não se explica sem uma pitada de anormalidade”, ensina o veterano psiquiatra forense Guido Arturo Palomba, que há mais de 40 anos ajuda o judiciário paulista a sentenciar autores de crimes do gênero.

“Como causa original, as evidências mostram que o menino se encontrava em estado de alienação mental”, diz Palomba. Para ele, embora ainda seja necessário “garimpar” os antecedentes, os sinais revelam traços de anormalidade mental, típicos, conforme observa, de ação psicopatológica.

Há poucos dias o psiquiatra concluiu um estudo com cerca de 40 casos de parricidas e neles encontrou um traço comum: todas as mortes foram praticadas em dias próximos a datas festivas. Seu levantamento não incluiu a tragédia da família chefiada pelos policiais Pesseghini, ocorrida supostamente entre a noite de domingo e a madrugada de segunda. Mas o caso tem semelhança: aconteceu a uma semana do Dia dos Pais.

O psiquiatra Guido Palomba diz que é necessário observar a constelação familiar do casal de policiais em que se misturam, segundo ele, ingredientes de violência com a fibrose pulmonar, doença degenerativa hereditária, do menino cujo tratamento, dependendo do tipo de medicamento usado, também pode ter contribuído para detonar a tragédia.

“O que está claro é que não há explicação para esse caso sem uma pitada, grande ou pequena, de anormalidade psicológica”, afirma Palomba.

Fonte: iG
Foto: Reprodução/Facebook
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