Notícia: Ataques a UPPs: 'Tráfico não iria continuar de braços cruzados', diz especialista

Ataques a UPPs: 'Tráfico não iria continuar de braços cruzados', diz especialista

Novo container da UPP é instalado em Manguinhos após o antigo ter sido incendiado por criminosos - Foto: Marcos de Paula / Estadão Conteúdo

Após uma série de ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) assustar moradores e deixar as forças de segurança em alerta, o G1 ouviu especialistas para saber se a política de pacificação está no rumo certo e o que pode ser melhorado. A professora do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), Jacqueline Muniz, diz que um dos principais desafios do projeto das UPPs e do processo de pacificação é a integração entre as diversas forças dos governos estadual e municipal.

Para a pesquisadora, é preciso avançar nas políticas de infraestrutura social e urbana nas áreas pacificadas a fim de evitar que o policial militar seja o único representar o estado dentro de uma comunidade. "Não é tão somente com a presença da polícia que se poderá garantir a estabilização de território. A polícia quando chega produz a paz civil, mas não é capaz, nem aqui e nem em nenhum lugar, produzir a paz social", afirmou Jacqueline Muniz, acrescentando que a PM não pode enfrentar esse desafio sozinha: "A impressão que dá é que a Polícia Militar é uma andorinha sozinha, tentando fazer o verão da proximidade, da pacificação".

Para a coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, Julita Lemgruber, a ampliação da política de instalação de UPPs no Rio pode comprometer o gerenciamento do projeto. A razão, segundo ela, é uma só: os traficantes de drogas não permaneceriam de braços cruzados diante da perda de território.

Fonte: G1
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