Notícia: Tigre que atacou menino em zoológico sai do isolamento

Tigre que atacou menino em zoológico sai do isolamento



O tigre que atacou o menino de 11 anos no zoológico de Cascavel, na região oeste do Paraná, saiu do isolamento na manhã desta segunda-feira (4). Durante cinco dias, o tigre ficou separado no período em que o parque ficava aberto para visitação. Só após o fechamento, o animal era recolocado na jaula. "Foi uma medida preventiva para evitar que outra pessoa faça o mesmo que o menino e acontecesse um novo acidente", explicou Valmor dos Passos, veterinário do zoológico.

De acordo com Valmor, o tigre só vai ser exibido ao público a partir de terça-feira (5), já que nas segundas o local fica fechado. "Ele continua tranquilo, não tem sinais de estresse, exatamente como antes do acidente", disse o veterinário, que informou que nenhuma adaptação de segurança foi feita no zoológico. "Nós não mudamos nada na segurança, porque o parque está de acordo com as normas técnicas exigidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama)".

Valmor afirmou que o animal é dócil, desde que tenha o espaço dele respeitado, evitando a proximidade e movimentos bruscos. No momento do ataque, ele acredita que o felino tenha se sentido confrontado com a presença e algumas atitudes do menino. "Ao correr de um lado para o outro, e urinar na grade de proteção, o tigre está demarcando o território dele, mostrando que ali é área dele", explicou Passos.

Investigação
O garoto estava em uma área proibida, próximo à jaula do felino na hora do ataque. Ele ficou gravemente ferido e precisou ter o braço direito amputado na altura do ombro. Segundo o hospital, o estado de saúde da criança é estável e deve receber alta na terça-feira (5).

O delegado também pretende ouvir a guarda patrimonial e as testemunhas para só depois decidir quem será responsabilizado pelo ataque do animal. "O código penal prevê que, quando o responsável legal é omisso, ele responde pelo resultado - no caso, o resultado foi uma lesão corporal grave. O pai e a guarda patrimonial - que deveria guardar o local para evitar o acesso de qualquer visitante naquela área - podem responder pelo crime de lesão corporal. A pena é de 2 a 5 anos", disse.

O diretor da Guarda Municipal de Cascavel, Lauri Dallagnol, disse que o guarda patrimonial não viu o garoto na área restrita porque estava fazendo ronda em outro local do zoológico. “Ele estava fazendo ronda no recinto dos macacos. Ele cuida de três recintos, então ele vem, faz a ronda neste local e vai para outro, faz a ronda e volta. Ele só viu a situação depois do fato consumado”, explicou.

O delegado tem o prazo de 30 dias para concluir as investigações.

Fonte: G1
Foto: A/D
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