Notícia: Homens encapuzados atacam manifestantes em Hong Kong

Homens encapuzados atacam manifestantes em Hong Kong



Homens encapuzados atacaram nesta segunda-feira (13) os manifestantes pró-democracia em Hong Kong, em uma tentativa de acabar com as barricadas criadas pelo movimento no epicentro dos protestos que exigem de Pequim o sufrágio universal pleno no território.

Os confrontos aconteceram em uma ampla avenida ocupada em Admiralty, o bairro dos ministérios, quando homens com máscaras de cirurgião tentaram destruir as barricadas.
Os policiais conseguiram prender dois manifestantes e formaram um cordão para impedir os ataques.

Os manifestantes acusaram a máfia chinesa, que já havia sido apontada como a responsável por incidentes violentos em áreas ocupadas pelos ativistas.
A televisão exibiu imagens de um homem obrigado pela polícia a entregar uma navalha.
Durante o incidente, vários taxistas, irritados com os bloqueios impostos pelos manifestantes, insultaram os ativistas pró-democracia.

Mais cedo, centenas de policiais retiraram as barricadas de várias avenidas de Admiralty e do bairro comercial de Mongkok, aproveitando que poucos manifestantes passaram e noite nos dois locais.
A polícia divulgou um comunicado com um pedido para que os manifestantes não apresentassem oposição e acabassem com os obstáculos que bloqueiam as ruas.

Há mais de duas semanas, os manifestantes, em sua maioria estudantes, ocupam vários bairros e avenidas estratégicas da ex-colônia britânica, que enfrenta a mais grave crise política desde que o Reino Unido devolveu o território a China em 1997.
Os manifestantes exigem o sufrágio universal nas eleições de 2017 que decidirão o próximo chefe de Governo local. Pequim anunciou em agosto que terá poder de aprovar ou vetar os candidatos, o que os ativistas consideram inaceitável.

O movimento também exige a renúncia do chefe do Executivo local, que consideram uma marionete de Pequim.
Leung Chun-ying declarou no domingo que seus críticos não praticamente nenhuma possibilidade de obter a aprovação de Pequim para suas demandas.

Fonte: G1
Foto: Carlos Barria / Reuters
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