Notícia: Se provada propina na campanha, governo Dilma é 'ilegítimo', diz Aécio

Se provada propina na campanha, governo Dilma é 'ilegítimo', diz Aécio



O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e candidato derrotado a presidente da República, afirmou nesta quarta-feira (3) que, se comprovada a informação de que o caixa de campanha do PT em 2010 foi abastecido com dinheiro desviado do esquema de corrupção na Petrobras, o governo Dilma Rousseff seria “ilegítimo”. Em 2010, o candidato do PSDB nas eleições presidenciais foi José Serra, derrotado pela petista Dilma Rousseff.

Em depoimento dado em outubro à Polícia Federal e revelado nesta quarta, o executivo Augusto Mendonça Neto, da empresa Toyo Setal, uma das fornecedoras da Petrobras, disse que parte do pagamento de propina ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque era direcionada ao PT como doação oficial ao partido. Em nota o partido afirmou que só recebe doações "em conformidade com a legislação eleitoral vigente", que os recibos de doações foram declarados à Justiça Eleitoral e que todo o processo "ocorreu dentro da legalidade".

Aécio Neves questionou a legitimidade do governo na hipótese de as informações dadas no depoimento serem comprovadas.
“Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave, nós estamos frente a um governo ilegítimo. Temos que garantir que isso seja comprovado porque essa é a denúncia a meu ver mais grave que surgiu até aqui”, declarou o tucano em entrevista no Congresso.

Ele se disse “estarrecido” com a revelação e cobrou que a denúncia seja investigada. “Essa organização criminosa que, segundo a Polícia Federal, se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”.
O tucano já havia empregado antes a expressão "organização criminosa", em entrevista ao programa do jornalista Roberto D'Avila, na GloboNews. Na entrevista, ele afirmou que não perdeu a eleição para um partido político, mas para uma "organização criminosa".

Nesta quarta, o diretório nacional do PT ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma interpelação judicial para que o senador explique a declaração e esclareça se fez referência ao PT. Se confirmar, o partido tomará "as medidas judiciais cabíveis".

Fonte: G1
Foto: Divulgação
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