Notícia: Sabesp admite que rodízio pode contaminar água

Sabesp admite que rodízio pode contaminar água



O risco de contaminação da água admitido nesta quarta-feira, 25, pelo diretor metropolitano da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Paulo Massato, em caso de rodízio oficial já é realidade em algumas regiões altas da Grande São Paulo. São locais onde a rede fica despressurizada após o fechamento manual dos registros na rua, conforme um alto dirigente da empresa admitiu ao Estado no início do mês.

“Se implementado o rodízio, a rede fica despressurizada, principalmente em regiões de topografia acidentada, nos pontos em que a tubulação está em declive. Se o lençol freático está contaminado, isso aumenta o risco de contaminação (da água na rede)”, afirmou Massato, nesta quarta, durante sessão da CPI da Sabesp na Câmara Municipal.

O resultado desse contágio, segundo ele, não colocaria a vida dos consumidores em risco, mas poderia causar disenteria, por exemplo. “Nós temos hoje medicina suficiente para minimizar risco de vida para a população. Uma disenteria pode ser mais grave ou menos grave, mas é um risco (implementar o rodízio) que nós queremos evitar ”, completou. Apesar do alerta, ele disse que a estatal poderia “descontaminar” rapidamente a água afetada.

“A zona baixa fica com água. Se não houver consumo excessivo, a maior parte da rede fica com água. Acaba despressurizando zonas altas, isso acontece mesmo. Tanto é que quando abre (o registro) para encher de novo, as zonas mais altas e distantes acabam sofrendo mais, ficando mais tempo sem água”, afirmou.

Para o engenheiro Antonio Giansante, professor de Engenharia Hídrica do Mackenzie, é grande o risco de contaminação em caso de fechamento da rede. “Em uma eventualidade de o tubo estar seco, pode ser que entre água de qualidade não controlada, em geral, contaminada por causa das redes coletoras de esgoto, para dentro da rede da Sabesp.”

Fonte: G1
Foto: Divulgação
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