Notícia: Dirceu foi preso nesta segunda (3) e montou esquema na Petrobras enquanto era ministro, diz MPF

Dirceu foi preso nesta segunda (3) e montou esquema na Petrobras enquanto era ministro, diz MPF



O Ministério Público Federal e a Polícia Federal afirmaram nesta segunda-feira (3) que o ex-ministro José Dirceu, preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, participou da instituição do esquema de corrupção da Petrobras quando ainda estava na chefia da Casa Civil.

Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, Dirceu foi um dos beneficiários do esquema, mesmo durante e após o processo do mensalão. O ex-ministro "repetiu o esquema do mensalão", disse Lima em entrevista em Curitiba. "A responsabilidade do José Dirceu é evidentemente, aqui, como beneficiário, de maneira pessoal, não mais de maneira partidária, enriquecendo pessoalmente."

De acordo com ele, o ex-ministro indicou Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras, onde investigadores identificaram pagamentos de propina em troca de contratos com empresas terceirizadas. "Temos claro que José Dirceu era aquele que tinha como responsabilidade definir os cargos na gestão de Lula", disse o procurador.

A PF afirmou que a JD Consultoria, empresa de Dirceu e de seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, é suspeita de receber dinheiro por serviços que não teriam sido realizados. Silva também foi preso nesta segunda. O delegado da PF Márcio Adriano Anselmo citou as empreiteiras Camargo Corrêa, OAS, Engevix, UTC como pagadoras de propina à JD.

No mandado de prisão para Dirceu, o juiz Sérgio Moro, que julga ações da Lava Jato na primeira instância, diz que o ex-ministro "teria insistido" em receber dinheiro de propina em contratos da Petrobras mesmo após ter deixado o governo, em 2005.
Roberto Podval, advogado que representa Dirceu, afirmou que primeiro vai entender as razões que levaram à prisão para depois se posicionar. Anteriormente, a defesa já havia negado a participação do ex-ministro no esquema de corrupção investigado.

Desde as 6h, a PF cumpre 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.
A 17ª fase da Lava Jato foi batizada de "Pixuleco", que segundo as investigações era o termo que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto usava para falar sobre propina. Cerca de 200 policiais federais participam da ação.

Fonte: G1
Foto: A/D
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