Notícia: Pedaços de poltrona e janela de avião que seriam do MH370 são achados

Pedaços de poltrona e janela de avião que seriam do MH370 são achados



Várias almofadas de poltronas e janelas de avião foram encontradas na ilha francesa de Reunião, no Oceano Índico, onde na semana passada foram localizados fragmentos de um avião Boeing 777, anunciou nesta quinta-feira (6) o ministro malaio dos Transportes.

"Também encontramos pedaços como vidros, lâminas de alumínio e almofadas de poltronas", declarou Liow Tiong Lai, antes de explicar que se referia a poltronas e janelas de avião, segundo a France Presse.
Ele indicou, no entanto, que não era possível determinar se os novos pedaços procediam do mesmo Boeing. "Isto deve ser verificado pelas autoridades francesas", disse.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razan, confirmou nesta quarta-feira (5) que a peça encontrada na ilha na semana passada pertence ao voo MH370 da Malaysia Airlines. O avião com 239 pessoas desapareceu em março de 2014, quando voava de Kuala Lampur, na Malásia, para Pequim, na China.

“A equipe internacional de especialistas conclusivamente confirmou que os destroços da aeronave encontrados na Ilha Reunião são, de fato, da MH370”, disse Najib em um anúncio televisivo nas primeiras horas desta quinta-feira (6), pelo horário local malaio.

Pouco depois, em coletiva de imprensa, o procurador-adjunto francês Serge Mackowiak foi menos categórico. Ele disse que especialistas que examinaram o destroço chegaram a uma “presunção muito forte” de que eles pertencem ao voo MH370, mas que isso ainda precisa ser confirmado.

O pedaço de 2 metros de comprimento encontrado, conhecido como "flaperon", uma parte da asa, foi encontrado no dia 29 de julho em uma praia da ilha. Nas proximidades também foram achados os restos de uma mala e garrafas com inscrições em indonésio e chinês.

A justiça francesa, que investiga o desaparecimento porque quatro cidadãos franceses estavam no voo, manifestou prudência e citou "suspeitas muito fortes" de que o fragmento da asa pertencesse ao Boeing 777 da Malaysia Airlines.
A investigação dos destroços iniciada na quarta-feira em um laboratório militar da região sudoeste da França, com especialistas franceses e malaios, prossegue nesta quinta-feira.

Mistério
Logo após o anúncio do premiê malaio, a empresa aérea Malaysia Airlines afirmou, em comunicado, que espera que a confirmação sobre o achado no Índico dos restos do MH370 ajude a “resolver” o “mistério” sobre o acontecido, informou a agência EFE.

No texto, a companhia expressou sua solidariedade aos familiares dos 239 ocupantes do voo e afirmou que o achado é “um importante progresso para resolver o deseparecimento do voo MH370”. “Esperamos que sejam encontrados mais objetos que ajudem a resolver esse mistério”, acrescentou a empresa.

Alguns familiares de ocupantes do voo disseram que ainda é preciso descobrir o que aconteceu exatamente. “Não é o fim”, declarou à Reuters Jacquita Gonzales, que perdeu seu marido Patrick Gomes, comissário de voo. “Eles ainda precisam encontrar o avião todo e nossos companheiros também. Ainda os queremos de volta”, afirmou.

Fonte: G1
Foto: Prisca Bigot/Zinfos974/Reuters/Arquivo
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