Notícia: Protesto contra reajuste da tarifa de ônibus termina com 18 detidos

Protesto contra reajuste da tarifa de ônibus termina com 18 detidos



O protesto contra o aumento da tarifa de ônibus terminou na quarta-feira (17) com 18 manifestantes detidos em Goiânia, segundo informações das polícias Militar e Civil. Do total, dois jovens foram presos e um menor, apreendido, suspeitos de agredir um policial militar. Os três seguem detidos na manhã desta quinta-feira (18).

O G1 tenta contato nas redes sociais com a organização do protesto, o grupo Frente de Luta em Goiás, desde as 8h. No entanto, não houve resposta até a publicação desta reportagem.

A PM não divulgou a unidade de saúde para qual o sargento agredido foi encaminhado, mas informou que ele segue internado nesta manhã em estado regular. De acordo com nota enviada pela assessoria do governo, o policial "levou um soco de um dos manifestantes, caiu, batendo a cabeça no chão". Em seguida, ele levou "vários pontapés enquanto estava desacordado".

Os detidos foram encaminhados para a Central de Flagrantes. Ao G1, o delegado Davi Freire Rezende informou que 13 pessoas vão ser investigadas por suspeita de dano ao patromônio público. Elas foram liberadas depois que o boletim de ocorrência foi lavrado.

Outros dois integrantes do protesto, sendo um homem e uma mulher, são suspeitos de lesão corporal leve e desacato contra policiais militares. De acordo com o delegado, eles foram liberados após assinar um termo de comparecimento ao Fórum.

Os únicos que permanecem detidos são os jovens e o adolescente detidos em flagrante por agredir o sargento da PM. Dois deles, de 18 e 23 anos, estão na carceragem da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Rezende explicou que não foi arbitrada fiança pela Polícia Civil. Assim, os manifestantes estão à disposição do Poder Judiciário e só podem ser soltos com ordem judicial. O inquérito será enviado ao 1º Distrito Policial.

O delegado informou que o menor, de 16 anos, foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), onde o caso será investigado. No entanto, até a publicação desta reportagem, ele não havia chegado ao local, segundo agentes que trabalham na delegacia.

Protesto
Os manifestantes saíram em caminhada por volta das 17h, da Praça Universitária, no Setor Leste Universitário, à Praça do Bandeirante, no Setor Central. Ao chegar ao local, o grupo retornou ao ponto de concentração.

Alguns dos manifestantes escondiam o rosto. Eles levavam faixas e cartazes com mensagens de protesto. O grupo se dispersou às 20h30.
Os participantes do ato não souberam informar quantas pessoas participaram do movimento. Já o plantão da Polícia Militar calculou cerca de 80 manifestantes.

Aumento e protestos
A decisão de aumentar o valor da passagem ocorreu no último dia 3 e começou a vigorar três dias depois, em pleno sábado de carnaval. Na ocasião, a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (Cmtc) alegou que, entre os fatores que motivaram a medida, estavam os índices inflacionários, o aumento do valor do óleo diesel, o preço de manutenção dos veículos e o salário dos motoristas.

Passageiros reclamam do reajuste. A auxiliar administrativa Maria Navegante, de 42 anos, pega quatro ônibus por dia. “Eu acho um absurdo porque só aumenta e não melhora nada. Meus patrões vão ter que desembolsar R$ 14 por dia pros funcionários continuarem chegando atrasados por conta de pouco ônibus”, afirma.

O reajuste provocou protestos dos passageiros. Na última sexta-feira (12), um grupo depredou o Terminal Praça da Bíblia. Um vídeo feito no local mostra quando uma comerciante implorou para que a banca não fosse invadida. Salgados e refrigerantes foram roubados. Além disso, quebraram o freezer dela. Outros manifestantes intervieram e ajudaram a mulher a fechar o comércio.

Integrantes do protesto ainda destruíram catracas. Após arrancar uma placa de sinalização das linhas de ônibus, manifestantes quebraram as cabines de materiais dos funcionários do terminal.

Fonte: G1
Foto: Reprodução/ TV Anhanguera
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