Notícia: Jovem é detido suspeito de preparar ato terrorista na Austrália

Jovem é detido suspeito de preparar ato terrorista na Austrália



A polícia da Austrália prendeu nesta terça-feira (17) um jovem de 18 anos suspeito de preparar um ato terrorista em uma operação no oeste de Sydney, que foi realizada em paralelo a outras diligências policiais em Melbourne.

O jovem, cuja identidade não foi revelada, é suspeito de tentar adquirir uma arma de fogo e de buscar lugares em Sydney para cometer um atentado iminente, disse em entrevista coletiva o subcomissário interino de polícia, Neil Gaughan.

Acredita-se que o jovem tentou deixar o país, sem sucesso, e por isso começou a planejar um atentado sem a ajuda de terceiros, segundo Gaughan.

A subcomissária da polícia do estado de Nova Gales do Sul, Catherine Burn, comentou que as autoridades conseguiram evitar, até o momento, nove atentados, entre eles o que supostamente estava sendo preparado pelo jovem detido hoje.

Nos últimos anos, houve um aumento de adolescentes e jovens que se juntam a movimentos extremistas islâmicos para planejar ou cometer atentados em solo australiano, ou que tentam sair do país para combater no Oriente Médio.

A prisão coincidiu com buscas policiais realizadas em Melbourne, depois que cinco pessoas detidas na semana passada, quando tentavam sair do país por via marítima para se juntar ao Estado Islâmico na Síria, tiveram que se apresentar diante de um juiz.

Os detidos, entre os quais se encontra o pregador radical Moussa Cerantonio, foram acusados de fazer preparativos para entrar em um país estrangeiro com a intenção de participar de atividades hostis.

Os acusados, cujas idades oscilam entre 21 e 31 anos, prestarão depoimento ao juiz na próxima quinta-feira.

Um grupo de simpatizantes iniciou uma campanha através de uma página de Facebook para financiar os custos legais dos cinco australianos e assegurar sua libertação.

As autoridades australianas calculam que há cerca de 200 australianos que apoiam ativamente o Estado Islâmico na Austrália, e outros 110 que se juntaram às fileiras do grupo na frente de batalha no Oriente Médio, dos quais quase 50 morreram em combate.

Fonte: G1
Foto: Rick Rycroft/AP
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