Notícia: Jornal diz que atirador de Orlando era frequentador da boate gay

Jornal diz que atirador de Orlando era frequentador da boate gay



O americano de origem afegã que matou 49 pessoas na boate gay Pulse, em Orlando, no fim de semana, era um frequentador regular do estabelecimento. A afirmação foi feita por clientes ao jornal Orlando Sentinel, segundo a agência "France Presse".

O americano Ty Smith afirmou, em entrevista ao jornal de Orlando, que viu Omar Mateen, de 29 anos, na boate Pulse diversas vezes.

"Às vezes, ele sentava em um canto para beber sozinho. Outras vezes ficava tão bêbado que era barulhento e ofensivo", disse Smith.

Ele contou ainda que Mateen era fechado.
"Não falávamos muito com ele, mas lembro de ter ouvido, às vezes, dizer coisas sobre seu pai. Ele disse que tinha esposa e um filho", completou.

Kevin West, outro frequentador regular da Pulse, disse ao jornal Los Angeles Times que trocou mensagens com Mateen em um aplicativo voltado para o público gay por pelo menos um ano.

Outros clientes da casa noturna afirmaram à imprensa que Mateen havia utilizado aplicativos como o Grindr, que é voltado para gays, bissexuais e curiosos. No Grindr, o usuário pode combinar encontros ou mesmo fazer amigos.

Ataque
O ataque aconteceu durante um evento de música latina no clube, que tinha mais de 300 pessoas em seu interior na ocasião. Muitas das 49 pessoas mortas eram latinas, mais de metade de origem portorriquenha. Cinquenta e três pessoas ficaram feridas.

Mateen acabou morto por policiais que invadiram a casa noturna na madrugada de domingo (12), pondo fim a um cerco de três horas iniciado quando o atirador entrou na boate e abriu fogo com uma arma de mão e um rifle semi-automático AR-15.

Segundo as autoridades americanas, o ataque contra a boate Pulse foi o pior ataque a tiros da história moderna dos Estados Unidos e o mais violento ocorrido no país desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Investigação
O diretor do FBI (Polícia Federal dos EUA), James Comey, disse estar convencido de que Mateen se "radicalizou" com a propaganda do extremismo islâmico na internet. "Não vemos nenhuma indicação de que isto foi um ataque dirigido do exterior", afirmou Comey.

Na segunda-feira (13), o presidente dos EUA, Barack Obama, classificou Mateen, cidadão norte-americano de 29 anos e filho de imigrantes afegãos, como um exemplo aparente de "extremismo cultivado em casa".

Fonte: G1
Foto: AP
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